O PL não trabalha, ao menos neste momento, com a possibilidade de retirar Alfredo Gaspar (PL-AL) da chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Anunciado na quarta-feira (5) como candidato a vice-presidente, o deputado provocou contrariedade entre aliados que defendiam a escolha de uma mulher para ocupar a vaga.

Durante a pré-campanha, o próprio Flávio havia demonstrado preferência por uma mulher como vice. A estratégia era ampliar a candidatura e buscar maior aproximação com eleitoras que ainda apresentam resistência ao bolsonarismo.

A escolha de Gaspar também trouxe para o centro da disputa dois episódios envolvendo o deputado. 

Aliados afirmam que os dois assuntos já eram conhecidos antes da escolha e, mesmo assim, a campanha decidiu seguir com o deputado. A cúpula do partido afirma manter confiança em Gaspar.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), descartam, por enquanto, uma mudança na chapa. Segundo um dirigente da legenda, uma substituição só aconteceria caso o próprio Gaspar desistisse da candidatura.

A campanha agora tenta conter as divergências internas antes do início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. A preocupação é que os episódios envolvendo o vice acabem sendo explorados pelos adversários e ocupem espaço maior do que a própria apresentação da chapa.

A acusação é apontada como o principal ponto de atenção. O caso foi levado à Polícia Federal em março pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), durante a fase final da CPMI do INSS, na qual Gaspar era relator.

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