O Governo de São Paulo reforçou o alerta para a circulação do sarampo no Estado e destacou a importância da vacinação e da identificação rápida dos sintomas. Em 2026, 23 casos da doença já foram confirmados em São Paulo, aumentando a necessidade de ampliar a proteção da população.
O sarampo é uma infecção viral de alta transmissibilidade, podendo ser disseminado por meio de secreções respiratórias eliminadas durante tosse, espirro, fala ou até mesmo pela respiração. Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou a estratégia de vacinação.
A orientação atual determina que pessoas de 6 meses a 59 anos residentes na Capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo sejam vacinadas, independentemente de terem recebido doses anteriormente. O imunizante utilizado é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, e está disponível gratuitamente pelo SUS.
Na cidade de São Paulo, a vacinação pode ser encontrada nas 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) durante a Campanha de Multivacinação, prevista para ocorrer até 1º de setembro. A administração municipal também disponibilizou pontos extras em áreas de grande circulação, incluindo estações de transporte, com o objetivo de facilitar o acesso ao imunizante.
A aplicação das doses segue critérios específicos conforme a idade. Bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias podem receber a chamada “dose zero” em situações de surto. Essa aplicação, entretanto, não substitui as doses de rotina previstas aos 12 e 15 meses.
Entre 12 meses e 29 anos, o esquema habitual prevê duas doses. Para pessoas de 30 a 59 anos, é indicada uma dose. Já os trabalhadores da saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.
No momento da vacinação, a recomendação é levar documento de identificação e a caderneta de vacinação, quando disponível. Mesmo quem não possui o comprovante ou não sabe informar seu histórico deve procurar uma unidade de saúde para que os profissionais avaliem a situação.
Sintomas exigem atenção
Os primeiros sinais do sarampo geralmente incluem febre alta, frequentemente superior a 38,5°C, tosse, coriza e vermelhidão ou irritação nos olhos.
Outro sintoma característico é o aparecimento de manchas avermelhadas na pele. Normalmente, elas surgem inicialmente no rosto e posteriormente avançam para outras partes do corpo.
Por ser altamente contagioso, o vírus pode se espalhar facilmente entre pessoas por meio das secreções respiratórias. Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar atendimento médico para avaliação e evitar contato próximo com outras pessoas enquanto houver suspeita da doença.
A confirmação do sarampo é realizada a partir da avaliação clínica e de exames laboratoriais.
A doença também pode evoluir para complicações, como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação cerebral. Crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade podem apresentar maior risco de desenvolver quadros mais graves.
Segundo as autoridades de saúde, manter a vacinação em dia é a principal forma de prevenção. Além de proteger diretamente quem recebe a dose, a imunização ajuda a diminuir a circulação do vírus e contribui para proteger pessoas que não podem ser vacinadas por determinadas condições.



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