O tufão Bavi atingiu a costa leste da China na noite de sábado (11), mobilizando uma das maiores operações preventivas do país nos últimos meses. Antes da chegada do fenômeno, cerca de 1,9 milhão de pessoas foram retiradas de áreas consideradas de risco, enquanto autoridades suspenderam atividades e reforçaram os planos de emergência.

O ciclone alcançou a província de Zhejiang com ventos que chegaram a 145 km/h e forte agitação marítima. O primeiro ponto de impacto foi a cidade de Yuhuan. Segundo as autoridades meteorológicas chinesas, a expectativa é que o sistema avance em direção ao noroeste, perdendo força gradualmente à medida que avança pelo continente.

Até o momento, não havia registro oficial de mortes ou grandes danos materiais relacionados à passagem do tufão na China. No entanto, medidas preventivas foram adotadas em larga escala para reduzir riscos à população.

Somente na província de Zhejiang, mais de 1,7 milhão de moradores deixaram suas casas, sendo que a cidade de Wenzhou concentrou mais da metade das evacuações. As autoridades também determinaram a suspensão de aulas, atividades de trabalho, transporte público e eventos ao ar livre. O impacto nas operações de transporte foi significativo, com o cancelamento de mais de 400 voos e dezenas de viagens ferroviárias.

Na vizinha província de Fujian, outras 130 mil pessoas precisaram ser retiradas de áreas vulneráveis devido à previsão de chuvas intensas. Já em Pequim, as fortes precipitações levaram à evacuação de mais de 100 mil moradores, enquanto Xangai retirou cerca de 34 mil pessoas das regiões costeiras.

Antes de chegar ao território continental chinês, Bavi passou por Taiwan, provocando fortes chuvas, interrupções no fornecimento de energia para aproximadamente 170 mil residências, além do cancelamento de centenas de voos. Mais de 14 mil moradores foram evacuados na ilha.

O fenômeno também deixou impactos em outras regiões da Ásia. Em Okinawa, no sul do Japão, milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica, enquanto diversos voos foram cancelados. Nas Filipinas, as chuvas associadas ao sistema provocaram deslizamentos de terra e outros acidentes que deixaram pelo menos 18 mortos.

Especialistas apontam que o aumento da temperatura dos oceanos favorece a intensificação dos ciclones tropicais, tornando esses fenômenos mais intensos e aumentando o volume de chuvas associado às tempestades.