O Rio Grande do Sul segue em alerta para a ocorrência de temporais após uma sequência de tempestades que já deixou 10 pessoas desalojadas e provocou danos em mais de 20 municípios. Segundo a Defesa Civil estadual, a previsão indica continuidade das chuvas intensas, com possibilidade de granizo, rajadas de vento superiores a 90 km/h e elevados acumulados de chuva nesta segunda-feira (20).
Desde a última sexta-feira (17), o Estado enfrenta condições meteorológicas severas provocadas pela combinação de uma área de baixa pressão, uma frente fria, grande transporte de umidade e os efeitos do fenômeno El Niño, que favorece episódios de chuva persistente na Região Sul.
No sábado (18), os ventos atingiram 97,9 km/h em Santa Vitória do Palmar, a maior velocidade registrada durante o período. Também foram observadas rajadas de 82,1 km/h em Aceguá, 78,8 km/h em Herval e 77 km/h em Santa Maria. No domingo (19), a intensidade dos ventos diminuiu, mas o alerta para novas tempestades permaneceu.
Os maiores acumulados de chuva nas últimas horas foram registrados em Quaraí (60,8 mm), Jaguarão (48,5 mm), Rosário do Sul (40 mm) e Uruguaiana (35,4 mm).
De acordo com a Defesa Civil, dez pessoas precisaram deixar suas casas. Os desalojados estão distribuídos entre os municípios de Cerro Branco (2), Alegrete (5) e São Borja (3).
Além disso, mais de 20 cidades registraram ocorrências como destelhamentos, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e problemas no abastecimento de água. Entre os municípios afetados estão Bagé, Gramado, Santa Maria, Uruguaiana, Santo Ângelo, Santiago, São Francisco de Assis e Santa Vitória do Palmar, entre outros.
Para esta segunda-feira (20), a Defesa Civil mantém o alerta para chuva intensa, com volumes entre 40 e 100 milímetros por dia, podendo ultrapassar 120 milímetros em alguns pontos das regiões Noroeste, Centro e dos Vales. Também há previsão de rajadas de vento entre 60 e 80 km/h, com possibilidade de superar os 90 km/h durante as tempestades.
Meteorologistas apontam que a combinação entre frente semiestacionária, área de baixa pressão, forte transporte de umidade da Região Norte, atmosfera aquecida, bloqueio atmosférico no Brasil Central e o início da influência do El Niño contribui para a manutenção das condições favoráveis aos temporais no Estado.



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