Os Estados Unidos e outros 12 países integrantes da aliança Escudo das Américas divulgaram um comunicado conjunto nesta sexta-feira (10) pedindo que a Colômbia conduza uma transição de poder de forma pacífica, transparente e em conformidade com a Constituição. A manifestação ocorre em meio ao cenário de tensão política após as eleições presidenciais no país.

No documento, os governos afirmam acompanhar com preocupação declarações e atitudes que colocam em dúvida o resultado do processo eleitoral sem que, segundo eles, tenham sido apresentadas provas devidamente comprovadas. A nota reforça a necessidade de respeito às instituições democráticas e ao resultado das urnas.

A crise política ganhou força após a eleição de Abelardo De la Espriella, vencedor do pleito realizado em maio e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O atual presidente colombiano, Gustavo Petro, contesta o resultado e afirma possuir evidências de fraude eleitoral.

Apesar das alegações, observadores internacionais e autoridades responsáveis pela organização das eleições informaram que não identificaram indícios de manipulação ou irregularidades capazes de comprometer a legitimidade do processo.

Criada em março, a aliança Escudo das Américas reúne países com foco na cooperação regional para combater o crime organizado, enfrentar a imigração ilegal e ampliar as políticas de segurança. As propostas defendidas por De la Espriella, como o endurecimento das ações contra organizações criminosas, o combate ao narcotráfico e a construção de unidades prisionais de grande porte, seguem diretrizes semelhantes às da aliança.

O presidente eleito já demonstrou interesse em integrar oficialmente a Colômbia ao bloco. Enquanto isso, Gustavo Petro convocou apoiadores para uma manifestação prevista para o próximo dia 20, antes da posse do novo governo, marcada para 7 de agosto.

O posicionamento internacional aumenta a pressão para que o processo de transferência de governo ocorra dentro da normalidade institucional e sem episódios de instabilidade política.