A Espanha entrou para a história do futebol neste domingo (19) ao conquistar a Copa do Mundo de 2026 e estabelecer um novo recorde defensivo. A seleção espanhola encerrou a campanha sofrendo apenas um gol em toda a competição, tornando-se a campeã mundial menos vazada da história dos Mundiais.

O feito supera a própria marca da Espanha na conquista de 2010, quando sofreu dois gols, e também deixa para trás as campanhas defensivas da França (1998) e da Itália (2006), que também haviam encerrado seus títulos com apenas dois gols sofridos.

O único gol sofrido pelos espanhóis nesta edição foi marcado pelo meia belga Charles De Ketelaere, nas quartas de final, em partida vencida pela Espanha por 2 a 1. A partir dali, a equipe manteve sua solidez defensiva até levantar a taça.

Final marcada pelo domínio espanhol

Na decisão contra a Argentina, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou a maior parte da partida, mantendo a posse de bola e pressionando o adversário durante praticamente todo o confronto.

A Argentina encontrou dificuldades para criar oportunidades ofensivas e teve atuação abaixo do esperado. Lionel Messi, em sua despedida das Copas do Mundo, foi bem marcado e pouco participou das principais jogadas da equipe.

Mesmo com amplo domínio espanhol, o placar permaneceu zerado durante o tempo regulamentar graças às importantes defesas do goleiro argentino Emiliano Martínez, que evitou o gol espanhol em diversas oportunidades.

Na prorrogação, porém, a pressão da Espanha foi recompensada com o gol do título, confirmando uma campanha marcada pela eficiência defensiva e pelo controle das partidas.

Campanha consistente

Após empatar com Cabo Verde na estreia, a Espanha cresceu na competição e não voltou a ser derrotada. A equipe eliminou a Bélgica nas quartas de final e venceu a França por 2 a 0 na semifinal, chegando à decisão com a melhor defesa do torneio.

Já a Argentina alcançou a final após uma campanha emocionante, marcada por viradas, gols nos minutos finais e partidas decididas na prorrogação. Apesar de ter encerrado a Copa com o segundo melhor ataque da competição, a seleção sul-americana não conseguiu superar a organização tática da equipe espanhola.

Com o título, a Espanha confirma uma campanha histórica e estabelece um novo parâmetro defensivo para futuras edições da Copa do Mundo.