O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), definiu o ex-governador e ex-ministro Márcio França como companheiro de chapa para as eleições estaduais de 2026. A decisão foi alinhada durante encontro realizado em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e marca um novo passo na construção da aliança que pretende disputar o comando do Palácio dos Bandeirantes.
O anúncio oficial da composição deverá ser realizado por Haddad em coletiva de imprensa. A escolha encerra semanas de especulações sobre quem ocuparia a vaga de vice-governador na chapa apoiada pelo campo político ligado ao governo federal.
Antes da definição, outros nomes chegaram a ser cogitados para a função. Entre eles estavam os ex-ministros Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, e Simone Tebet, do PSB, que haviam colocado seus nomes à disposição para integrar o projeto eleitoral. Com a confirmação de França, ambas devem concentrar esforços em possíveis candidaturas ao Senado por São Paulo.
Márcio França vinha sendo citado nos bastidores como possível candidato ao Governo do Estado. O ex-governador também demonstrava interesse em disputar uma cadeira no Senado Federal. Apesar disso, optou por integrar a chapa liderada por Haddad, repetindo uma aproximação política iniciada em 2022, quando retirou sua candidatura ao governo paulista para apoiar o petista na disputa estadual.
Nos últimos meses, o nome de França voltou a ganhar força como alternativa para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, especialmente após movimentações e desistências de outros possíveis concorrentes. As negociações, no entanto, evoluíram para a formação de uma chapa conjunta.
A definição é vista como uma estratégia para ampliar a base política da candidatura e reunir diferentes setores do campo de centro-esquerda no Estado de São Paulo. A expectativa é de que a composição fortaleça as articulações partidárias e contribua para a construção de uma frente eleitoral competitiva para 2026.
Com a chapa praticamente definida, o foco das próximas semanas deverá ser a ampliação das alianças políticas, a definição de candidaturas proporcionais e a apresentação das principais propostas que serão defendidas durante a campanha eleitoral.



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