O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (25) que a legenda deverá avaliar internamente a situação do vereador paulistano Senival Moura, preso durante uma operação policial que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).


A declaração foi dada após a repercussão da operação deflagrada pelas autoridades, que apura a utilização de empresas e outras estruturas para movimentação e ocultação de recursos supostamente vinculados à facção criminosa.


Questionado sobre o caso, Haddad afirmou que o partido aguarda mais informações sobre as investigações, mas ressaltou que a direção petista deverá discutir o assunto e tomar as medidas cabíveis dentro dos procedimentos internos da sigla.


A prisão de Senival Moura ocorreu no âmbito de uma ampla ofensiva das forças de segurança contra um esquema investigado por lavagem de dinheiro. As autoridades buscam identificar a participação de pessoas físicas e jurídicas na movimentação de recursos que teriam origem em atividades criminosas atribuídas ao PCC.


Até o momento, a defesa do vereador não se manifestou publicamente sobre as acusações. As investigações seguem em andamento e os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.


O caso ganhou repercussão no cenário político paulista por envolver um parlamentar da capital e ocorrer em meio às articulações para as eleições estaduais de 2026. O PT ainda não informou quando fará uma avaliação formal sobre a situação do vereador.