Um grupo de ativistas LGBTQIA+ afirmou ter sido impedido, neste domingo (28), de estender uma bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, durante uma ação realizada em comemoração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+.
Segundo os organizadores, cerca de 20 pessoas participaram do ato, que previa a exibição de uma bandeira com aproximadamente 50 metros de comprimento como símbolo de visibilidade e defesa dos direitos da comunidade. De acordo com os participantes, policiais legislativos da Câmara dos Deputados chegaram ao local logo após a bandeira ser estendida e determinaram sua retirada.
O ativista Michel Platini relatou que o grupo adotou uma postura pacífica durante toda a abordagem. Segundo ele, os participantes se ajoelharam e informaram aos agentes que a manifestação era simbólica e não havia intenção de confronto.
Ainda conforme o relato dos organizadores, os policiais alegaram que o ato não possuía autorização. Os ativistas, por outro lado, afirmam que comunicaram previamente a realização da manifestação e sustentam que a Constituição garante o direito à livre manifestação pacífica.
Os representantes do movimento classificaram a abordagem como desproporcional e anunciaram que pretendem protocolar uma representação junto à Câmara dos Deputados para solicitar a apuração da conduta dos policiais legislativos.
Outro participante da manifestação, Rafael Lira, afirmou que o grupo ficou assustado com a chegada das viaturas e considerou que a intervenção ocorreu durante uma mobilização pacífica voltada à defesa dos direitos da população LGBTQIA+.
Após tomar conhecimento do episódio, o deputado distrital Fábio Felix informou que solicitará esclarecimentos sobre a atuação dos policiais legislativos durante a ocorrência.
A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados foi procurada para comentar o caso, mas, até o momento da publicação da reportagem original, não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento oficial.



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