A Alemanha sofreu uma derrota inédita na disputa por uma vaga no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Pela primeira vez desde que passou a concorrer ao órgão, o país não conseguiu ser eleito para integrar o grupo de membros não permanentes do conselho.
A votação ocorreu nesta quarta-feira (3), durante sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na disputa pelas duas vagas reservadas aos países da Europa Ocidental para o mandato de 2027 e 2028, Portugal e Áustria receberam a preferência da maioria dos países-membros.
Portugal obteve 134 votos e a Áustria conquistou 131. Já a Alemanha recebeu 104 votos, número insuficiente para garantir uma das cadeiras disponíveis.
O resultado representa um revés diplomático para o governo alemão, que possui histórico de participação ativa nas discussões internacionais e já integrou o Conselho de Segurança em seis ocasiões anteriores. Até então, o país jamais havia sido derrotado em uma eleição para o órgão.
O Conselho de Segurança é considerado a principal instância decisória da ONU em temas relacionados à paz e à segurança internacional. O colegiado é formado por 15 integrantes, sendo cinco membros permanentes com poder de veto — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e dez membros não permanentes eleitos para mandatos de dois anos.
As vagas são distribuídas de forma regional para garantir representação equilibrada entre os continentes. A eleição desta semana definiu os países que ocuparão os assentos destinados à Europa Ocidental a partir de 2027.
A escolha de Portugal e Áustria reforça o protagonismo diplomático dos dois países no cenário internacional e marca uma mudança significativa no histórico recente das eleições para o Conselho de Segurança, já que a Alemanha era tradicionalmente uma das candidaturas mais fortes do continente europeu.




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