O Governo do Estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (25), em Franca, o atendimento oficial do Circuito Integrado de Proteção às Mulheres – SP Por Todas, iniciativa itinerante criada para fortalecer o acolhimento e agilizar o atendimento de mulheres em situação de violência.

Coordenada pela Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, a ação reúne em um mesmo fluxo serviços de acolhimento psicossocial, orientação jurídica, segurança pública, Defensoria Pública, Ministério Público, Judiciário e rede municipal de assistência.

O objetivo do programa é reduzir a chamada “rota crítica” enfrentada por vítimas de violência, evitando que mulheres precisem percorrer diversos órgãos e repetir relatos em busca de proteção e atendimento.

Durante a passagem pela região de Franca, as mulheres poderão receber escuta qualificada, avaliação de risco, apoio para registro de ocorrência, orientação sobre direitos, encaminhamento para serviços de saúde e assistência social, além do início de pedidos de medidas protetivas.

A secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, afirmou que o circuito foi criado para tornar o acesso à rede de proteção mais rápido e humanizado.

Além dos atendimentos, a agenda contou com a assinatura do Pacto Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher entre o Estado e a Prefeitura de Franca, formalizando compromissos para fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres.

Também foram firmados protocolos de intenção com cidades da região, ampliando a cooperação entre municípios e Estado na construção de redes locais de acolhimento e combate à violência doméstica.

Segundo a secretária executiva da pasta, Cândida Magalhães, a integração entre os órgãos públicos é fundamental para garantir mais segurança às vítimas e agilizar os encaminhamentos necessários.

O Circuito Integrado SP Por Todas seguirá funcionando de forma itinerante em diferentes municípios paulistas, priorizando regiões com maiores índices de violência contra a mulher ou estruturas de atendimento consideradas insuficientes.