O Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta quinta-feira (26) a criação da federação partidária formada pelo União Brasil e pelo Progressistas, denominada União Progressistas. A decisão oficializa a aliança entre as duas siglas, que passam a atuar de forma conjunta em todo o país pelos próximos quatro anos.
Com a formalização, os partidos passam a funcionar como uma única estrutura política, compartilhando recursos do fundo eleitoral, estratégias de campanha, composição de chapas e atuação nos níveis municipal, estadual e federal. Além disso, os votos obtidos nas eleições proporcionais serão somados, o que amplia o potencial de eleição de parlamentares.
A nova federação já nasce como a maior força do Congresso Nacional, reunindo atualmente 101 deputados federais e 12 senadores. Esse número ainda pode sofrer alterações devido à chamada janela partidária, período em que parlamentares podem mudar de partido sem risco de perda de mandato, cujo prazo se encerra no início de abril.
A articulação entre as duas legendas vinha sendo construída desde o primeiro semestre de 2025, com o objetivo de consolidar um projeto político conjunto, especialmente no campo de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da convergência em diversas pautas, a federação ainda enfrenta desafios na definição de candidaturas para cargos majoritários nas próximas eleições.
A decisão foi comemorada por lideranças partidárias. O presidente do PP, Ciro Nogueira, destacou que a união é fruto de diálogo e parceria, enquanto o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, afirmou que a federação busca fortalecer projetos voltados ao desenvolvimento do país.
A União Progressistas é a quinta federação partidária registrada pela Justiça Eleitoral desde a implementação desse modelo, adotado nas eleições de 2022, e se soma a outras alianças já existentes no cenário político nacional.





0 Comentários