A Policlínica Centro de São Bernardo tem se consolidado como referência regional no atendimento a casos complexos de tuberculose, especialmente nas formas resistentes da doença. A unidade abriga o ambulatório especializado e o Programa Municipal de Controle da Tuberculose, oferecendo suporte técnico à rede pública e acompanhando pacientes de toda a região do Grande ABC.
No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado ganha ainda mais destaque. A doença, que tem cura e tratamento gratuito pelo SUS, ainda representa um desafio de saúde pública, principalmente quando identificada tardiamente.
A rede municipal de São Bernardo do Campo passou por um processo de descentralização do atendimento, permitindo que unidades básicas realizem o diagnóstico e iniciem o tratamento. Já os casos mais complexos, como resistência aos medicamentos ou complicações clínicas, são encaminhados para a Policlínica Centro, onde uma equipe multiprofissional realiza o acompanhamento detalhado, incluindo investigação de contatos, controle de efeitos adversos e aplicação do Tratamento Diretamente Observado (TDO), fundamental para garantir a adesão dos pacientes.
Entre os atendidos está Mauro César dos Santos, de 59 anos, que descobriu a doença após apresentar tosse persistente. Após passar por atendimento em unidade básica e hospital, ele iniciou o tratamento e hoje apresenta melhora significativa. Segundo o paciente, o acompanhamento contínuo tem sido essencial para sua recuperação.
Profissionais de saúde reforçam que identificar a doença nos estágios iniciais é decisivo para evitar complicações e reduzir a transmissão. A enfermeira Elaine Oliveira destaca que o diagnóstico precoce diminui sequelas pulmonares, evita internações e impede que a doença se espalhe, inclusive dentro das próprias residências.
Dados do município apontam que, em 2025, foram registrados 292 novos casos de tuberculose, sendo que 41% foram diagnosticados em ambiente hospitalar, o que indica que muitos pacientes chegam ao sistema já em estágio avançado da doença.
A orientação é que pessoas com tosse persistente por mais de duas semanas procurem uma Unidade Básica de Saúde para realizar o exame de escarro. O teste é simples, rápido e permite iniciar o tratamento imediatamente, com possibilidade de cura em cerca de seis meses.
Especialistas também destacam a necessidade de ampliar a conscientização da população sobre a doença. Apesar de antiga, a tuberculose ainda apresenta altos índices de incidência, o que exige усили o fortalecimento das estratégias de prevenção, diagnóstico e adesão ao tratamento.
Foto: Igor Cotrim





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