O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação de 2026, segundo dados do Boletim Focus divulgados pelo Banco Central. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,99% para 3,97%, ficando 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação, estabelecido em 4,5%.
Há um mês, a expectativa para o índice era de 4,05%. Considerando apenas as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a mudanças recentes no cenário econômico, a estimativa subiu de 3,90% para 3,96%.
Para 2027, a previsão de inflação permaneceu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva. Já as projeções para 2028 e 2029 também se mantiveram inalteradas, ambas em 3,50%, reforçando a percepção de ancoragem das expectativas no médio e longo prazo.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, abaixo tanto da projeção final do mercado, que indicava 4,31%, quanto da estimativa do próprio Banco Central, de 4,4%. De acordo com o Comitê de Política Monetária (Copom), a inflação deve fechar 2026 em 3,4% e atingir 3,2% no horizonte relevante, atualmente projetado para o terceiro trimestre de 2027.
As expectativas para a taxa básica de juros também permaneceram estáveis. O mercado manteve a projeção da Selic em 12,25% ao final de 2026, enquanto a estimativa para 2027 segue em 10,50%. Para 2028 e 2029, as medianas continuam em 10,0% e 9,5%, respectivamente.
No campo da atividade econômica, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,80%. A estimativa para 2027 também seguiu no mesmo patamar, enquanto as projeções para 2028 e 2029 continuam em 2,0%.
Já o câmbio manteve estabilidade nas projeções. O dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor projetado para 2027. Para 2028, a expectativa voltou a R$ 5,50, enquanto para 2029 permaneceu em R$ 5,57.





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