O governo dos Estados Unidos afirmou neste domingo (22) que pretende manter os acordos comerciais firmados com parceiros internacionais, mesmo após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou grande parte das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
A declaração foi feita pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, durante entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS. Segundo ele, Washington segue em negociações ativas com a União Europeia, a China e outros parceiros estratégicos.
“Estamos em negociações ativas com eles. Queremos que entendam que esses acordos serão benéficos. Pretendemos honrá-los e esperamos que nossos parceiros façam o mesmo”, afirmou Greer.
Na sexta-feira, a Suprema Corte invalidou a maior parte das tarifas aplicadas por Trump em seu pacote comercial. Em resposta, o presidente anunciou no sábado a elevação da tarifa global dos EUA de 10% para 15%, com vigência a partir de 24 de fevereiro e duração prevista de 150 dias. A medida inclui isenções para setores específicos.
Em entrevista à ABC, Greer também esclareceu que a reunião prevista para abril entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping não tem como foco principal uma disputa comercial. Segundo ele, o encontro busca garantir estabilidade e cumprimento de compromissos, incluindo a compra de produtos agrícolas americanos, aeronaves da Boeing e outros bens, além do fornecimento de minerais estratégicos, como terras raras.
Greer destacou ainda que o Congresso americano delegou ampla autoridade ao presidente para tratar de tarifas, argumento que sustenta a adoção de novas medidas mesmo após a decisão judicial.
A movimentação reacende debates sobre o equilíbrio entre Poder Executivo e Judiciário na condução da política comercial dos EUA, além de gerar expectativas sobre os impactos econômicos globais da nova tarifa.




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