A suspensão da emissão de vistos de imigrante imposta pelos Estados Unidos ao Brasil e a outros 74 países passou a valer nesta quarta-feira (21). A medida foi anunciada em 14 de janeiro pelo Departamento de Estado norte-americano e afeta exclusivamente os vistos destinados a estrangeiros que pretendem residir de forma permanente no país.
De acordo com o governo dos EUA, a decisão não impacta os vistos de não imigrante, como os concedidos a turistas, estudantes e pessoas em viagens temporárias a trabalho. A restrição atinge categorias como vistos para casamento com cidadãos americanos, residência permanente e atividades profissionais de caráter definitivo.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo da suspensão é evitar a entrada de estrangeiros que possam se tornar um encargo financeiro para o governo americano. Em nota, a pasta afirmou que o congelamento seguirá em vigor até que seja possível garantir que os novos imigrantes não dependam de benefícios públicos. “Estamos trabalhando para assegurar que a generosidade do povo americano não seja mais explorada”, declarou o órgão.
A Fox News informou que funcionários consulares receberam orientações para negar vistos de imigrante a candidatos considerados com maior probabilidade de depender de assistência pública. Entre os critérios avaliados estariam idade, estado de saúde, proficiência em inglês, situação financeira e eventual necessidade de cuidados médicos de longo prazo. Ainda segundo a emissora, candidatos idosos ou com sobrepeso teriam maiores chances de ter seus pedidos recusados.
Além do Brasil, a medida afeta países da América Latina, África, Ásia, Oriente Médio e Europa Oriental, como Rússia, Nigéria, Egito, Irã, Iraque, Colômbia e Haiti, entre outros. A decisão amplia o controle migratório dos Estados Unidos e tem potencial para impactar milhares de pessoas que aguardavam a conclusão de processos para residência permanente no país.
Até o momento, o Departamento de Estado não informou prazo para a revisão da suspensão nem detalhou quais condições seriam necessárias para a retomada da emissão dos vistos de imigrante aos países afetados.



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