Com a chegada do período de chuvas mais intensas, a Secretaria da Saúde de Guarulhos reforçou as orientações de prevenção contra a leptospirose, uma doença infecciosa grave associada principalmente a enchentes e alagamentos. A transmissão ocorre pelo contato direto com água ou lama contaminadas pela urina de roedores infectados, situação comum durante o verão.

A maior incidência da doença está relacionada justamente aos períodos chuvosos, quando o risco de exposição aumenta. Os quadros clínicos podem variar desde manifestações leves até formas mais severas, que podem levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento rápidos.

Em 2025, o município registrou 19 casos confirmados e sete óbitos decorrentes da doença. Já em 2026, até o momento, não houve registros, resultado que reforça a importância das ações preventivas e da conscientização da população.

Os sintomas iniciais costumam surgir de forma súbita e incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares intensas — especialmente nas panturrilhas —, náuseas, vômitos, cansaço e mal-estar. Em casos mais graves, podem ocorrer alterações urinárias, sangramentos e icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos. Como os sinais se assemelham aos de doenças como dengue, gripe e hepatite, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

A Secretaria da Saúde recomenda que qualquer pessoa que apresente sintomas após contato com água de enchente procure a unidade de saúde mais próxima e relate a exposição. A leptospirose é de notificação obrigatória, permitindo que a Vigilância Epidemiológica atue rapidamente no controle e na prevenção de novos casos, inclusive com ações do Centro de Controle de Zoonoses.

Entre as principais medidas preventivas estão o descarte correto do lixo, a manutenção de quintais e terrenos limpos, o armazenamento adequado de alimentos e água e o uso de luvas e botas durante a limpeza de áreas alagadas. Objetos e superfícies atingidos devem ser desinfetados com solução de água sanitária.

Em caso de presença de roedores, a população pode acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pelo telefone (11) 2436-3666 para receber orientações e apoio técnico.