Pré-candidatos à Presidência da República no Brasil se manifestaram neste sábado (3) sobre a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou, segundo o governo americano, na captura do presidente Nicolás Maduro. Entre os principais nomes da oposição, a reação predominante foi de apoio à ação, tratada como uma “libertação” do povo venezuelano após anos de regime autoritário.
Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL) e Ratinho Júnior (PSD) usaram as redes sociais para elogiar a ofensiva americana e criticar duramente o regime chavista. O posicionamento contrasta com o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou a operação como uma violação “inaceitável” da soberania venezuelana e alertou para riscos à estabilidade da América Latina, que, segundo ele, deve ser preservada como “zona de paz”.
Entre os oposicionistas, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a ação não se trata de uma invasão, mas de uma libertação. “A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação”, escreveu. Ele também acusou o governo Maduro de utilizar o território venezuelano como rota estratégica para o tráfico internacional de drogas.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que o dia 3 de janeiro deve entrar para a história como o marco da libertação do povo venezuelano. “Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, declarou, ao se referir ao que chamou de “narcoditadura chavista”.
Ratinho Júnior parabenizou o governo Donald Trump pela operação e disse que a população da Venezuela estava sendo oprimida há décadas por “tiranos antidemocráticos”. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que a queda de Maduro pode abrir novos caminhos para o desenvolvimento e a estabilidade do país vizinho, destacando os “efeitos trágicos de regimes autoritários”.
Divergência na oposição
O único pré-candidato de oposição a adotar um tom diferente foi o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Embora tenha condenado o regime de Maduro, Leite criticou a intervenção militar americana. Para ele, a violência praticada por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem do direito internacional, é igualmente inaceitável.
“O regime ditatorial de Maduro viola direitos humanos e sufoca liberdades, mas intervenções armadas externas não são o caminho”, afirmou. O governador defendeu que os conflitos na região sejam resolvidos por meio do diálogo e do respeito à soberania dos países. “Nossa América Latina precisa de paz e cooperação”, concluiu.




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