O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira (19) uma caminhada a pé de Minas Gerais até Brasília como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pessoas condenadas pelos atos de 8 de Janeiro. A mobilização, segundo o parlamentar, tem caráter simbólico e busca chamar atenção para o que ele considera injustiças no país. A previsão é que a chegada à capital federal ocorra no domingo (25).

A decisão foi anunciada pelo próprio deputado em vídeos e publicações nas redes sociais. Nikolas afirmou que optou por retornar a Brasília a pé como uma maneira de dar visibilidade ao descontentamento de parte da população e de reacender o debate político. Para ele, o gesto representa uma tentativa de levar esperança a apoiadores que se sentem desmotivados diante do atual cenário.

Em suas declarações, o parlamentar disse viver um sentimento de inquietação diante da sucessão de acontecimentos políticos recentes. Segundo ele, há uma percepção de desgaste emocional na sociedade, com cidadãos que já não reagem da mesma forma a denúncias e prisões. Nikolas também afirmou que esse sentimento de indignação não é exclusivo da população, mas compartilhado por parlamentares que questionam as condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e a detenção do ex-presidente.

Ao longo dos vídeos, o deputado mencionou que enxerga uma tentativa de silenciamento de grupos políticos conservadores, sem citar nomes diretamente. Ele afirmou que a caminhada tem como objetivo lembrar valores, reafirmar posicionamentos e reforçar o papel da mobilização popular como instrumento de pressão política.

Durante o trajeto, Nikolas passou a registrar a caminhada em tempo real por meio de stories nas redes sociais. Em uma das publicações, informou que pretende, a cada dez quilômetros percorridos, relembrar episódios que considera emblemáticos do atual momento político. O primeiro citado foi a morte do comerciante Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, ocorrida enquanto ele estava preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em decorrência dos processos ligados ao 8 de Janeiro.