A Prefeitura de São Paulo passará por uma ampla reformulação no primeiro escalão até o fim de março. Pelo menos nove dos 35 secretários do prefeito Ricardo Nunes (MDB) vão deixar seus cargos para disputar as eleições de outubro, o que representa mais de um quarto da atual equipe de governo.

A mudança ocorre em cumprimento à Lei Eleitoral, que determina que ocupantes de cargos de chefia na administração pública se afastem das funções até seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro. Segundo o prefeito, a data-limite para as exonerações será 27 de março.

Entre os que deixarão a Prefeitura estão ex-prefeitos de cidades estratégicas do Estado, como São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí e Suzano, além de parlamentares em exercício que irão retornar aos seus mandatos para disputar a eleição.

Ricardo Nunes avaliou a movimentação como positiva para São Paulo, afirmando que a cidade pode sair fortalecida com mais representantes no Legislativo estadual e federal.

“Isso é muito bom para a cidade. Precisamos de deputados e senadores atuando em defesa dos interesses de São Paulo”, afirmou.

O prefeito também indicou que alguns dos secretários poderão retornar aos cargos após o processo eleitoral, caso sejam eleitos.

A Prefeitura deve divulgar nos próximos dias os nomes dos substitutos, garantindo a continuidade da administração municipal durante o período de campanha.