O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (27) a conversão das medidas cautelares impostas a Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar. Martins integra o chamado “núcleo 2” da trama golpista investigada pela Justiça e foi condenado a 21 anos de prisão.

A decisão ocorreu um dia após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, detido na sexta-feira (26) durante uma tentativa de fuga, o que levou o ministro a reforçar medidas contra outros condenados no mesmo processo.

Segundo informações divulgadas pelo advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, em publicação nas redes sociais, a Polícia Federal realizou uma operação na residência do ex-assessor na manhã deste sábado para cumprir a determinação judicial.

“Filipe Martins está há 555 dias com tornozeleira eletrônica, cumprindo de forma exemplar todas as medidas cautelares impostas”, afirmou a defesa.

De acordo com a GloboNews, a Polícia Federal cumpriu mais nove mandados de prisão domiciliar contra outros condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A operação foi autorizada por Alexandre de Moraes após avaliação de risco de fuga dos investigados.

Martins estava submetido a medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e restrições de deslocamento. Com a nova decisão, ele deverá permanecer em casa, sob monitoramento, conforme as regras estabelecidas pelo STF.