O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassom neste domingo (14), nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os resultados apontaram a necessidade de intervenção cirúrgica, segundo informações confirmadas por sua defesa.
De acordo com o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, que integra a equipe jurídica do ex-presidente, os exames revelaram a presença de duas hérnias inguinais. A condição ocorre quando parte do intestino se desloca por falhas na musculatura da parede abdominal, geralmente na região da virilha, podendo provocar dor, desconforto e riscos à saúde caso não seja tratada.
Segundo a defesa, a avaliação médica indicou que a cirurgia é a única alternativa capaz de resolver o problema de forma definitiva. Ainda conforme o advogado, a recomendação foi feita após análise dos resultados do exame de imagem, realizado sem sedação e sem necessidade de estrutura hospitalar complexa.
A autorização para a realização dos exames foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação apresentada na última quinta-feira (11). No pedido, os advogados destacaram a urgência da avaliação clínica, uma vez que Bolsonaro vinha relatando dores e mal-estar nos dias anteriores.
O estado de saúde do ex-presidente ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo publicado por Carlos Bolsonaro, em que Jair Bolsonaro aparece apresentando sinais de desconforto enquanto dormia, o que aumentou a preocupação de aliados e familiares.
Bolsonaro está detido há quase um mês em uma cela especial da Polícia Federal, no Distrito Federal. Inicialmente, ele foi encaminhado ao local para cumprir prisão preventiva, após descumprimento de medidas judiciais, incluindo a violação do uso de tornozeleira eletrônica e a avaliação de risco de fuga. Dias depois, teve início o cumprimento da pena de 27 anos de prisão, após condenação definitiva por tentativa de golpe de Estado.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a data ou o local onde a eventual cirurgia será realizada, nem se haverá necessidade de transferência para uma unidade hospitalar externa.



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