A presidência brasileira do Mercosul teve como eixo central o fortalecimento da integração entre os países do bloco e o avanço nas negociações com parceiros internacionais. A avaliação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) na noite deste sábado (20), em comunicado que faz um balanço da cúpula realizada em Foz do Iguaçu.
Segundo o Itamaraty, o período sob comando do Brasil foi marcado por um dinamismo significativo nas negociações extrarregionais, além de esforços para consolidar acordos estratégicos dentro do próprio Mercosul. Um dos principais destaques foi a conclusão dos procedimentos internos para a assinatura do Acordo de Parceria entre o bloco sul-americano e a União Europeia. No entanto, o tratado ainda depende da finalização dos trâmites políticos por parte dos países europeus.
O comunicado aponta que a expectativa do governo brasileiro é que a União Europeia consiga superar os entraves internos e viabilizar a assinatura definitiva do acordo, considerado estratégico para ampliar o comércio, os investimentos e a cooperação entre as duas regiões.
No âmbito intrabloco, houve avanços em setores considerados prioritários. O Brasil destacou o progresso nas tratativas para um entendimento comum na área automotiva e a conclusão dos termos de referência para a contratação de um estudo sobre o setor sucroalcooleiro, considerado fundamental para a economia regional.
Durante a cúpula, também foram lançadas negociações para um acordo comercial com o Vietnã, além de iniciadas conversas visando a uma parceria estratégica com o Japão. Outro ponto relevante foi a assinatura de um acordo de cooperação voltado ao fortalecimento do combate ao tráfico de pessoas, reforçando a agenda social e de segurança do Mercosul.
O MRE ressaltou ainda a importância econômica do bloco. Desde sua criação, em 1991, o comércio entre os países-membros cresceu mais de dez vezes, atingindo US$ 49 bilhões em 2024. Além disso, o Mercosul se consolidou como o principal destino de investimentos estrangeiros na América do Sul, concentrando mais de 60% dos fluxos direcionados à região.
O balanço também menciona avanços em outras frentes, como a retomada das negociações com o Canadá e progressos significativos nas tratativas comerciais com os Emirados Árabes Unidos, reforçando a estratégia de ampliar a inserção internacional do bloco.



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