A cidade de Arujá marcou um capítulo inédito no esporte brasileiro ao sediar, no dia 13 de dezembro, a 1ª Copa Brasil de ParaSinuca, competição que oficializou a estreia nacional da modalidade. O evento reuniu atletas com deficiência física de diferentes estados e consolidou Arujá como referência no incentivo ao esporte inclusivo.
A iniciativa foi idealizada e organizada pelo atleta e empresário Daniel Cabrera, com apoio institucional da Federação Paulista de Sinuca e Bilhar (FPSB), da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca (CBBS) e da Prefeitura de Arujá, por meio da Diretoria da Pessoa com Deficiência, vinculada à Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial. As disputas aconteceram no Nippon Country Club, que ofereceu estrutura de alto padrão para a realização do torneio.
Ao todo, 16 atletas participaram da competição, que contou ainda com transmissão ao vivo pelo YouTube, ampliando o alcance do evento para públicos de todo o Brasil e também do exterior. A visibilidade internacional foi reforçada com o apoio da World Disability Billiards and Snooker (WDBS), entidade que atua no desenvolvimento do bilhar e da sinuca adaptados em diversos países.
Dentro das mesas, o nível técnico chamou a atenção. José Luiz, de Limeira (SP), sagrou-se campeão da 1ª edição da Copa Brasil de ParaSinuca. O segundo lugar ficou com Leandro Simioni, de Santo André (SP), enquanto Paulinho, de Camaçari (BA), garantiu a terceira colocação. Todos os atletas classificados foram premiados com troféus, medalhas e premiação geral, valorizando o desempenho esportivo e a dedicação de cada participante.
A qualidade da competição também foi refletida na infraestrutura utilizada. As mesas do Nippon Country Club passaram por recente reforma e atenderam aos padrões exigidos para torneios nacionais. Outro marco importante foi a utilização oficial, pela primeira vez em um campeonato brasileiro, das bolas profissionais Dyna Spheres, fabricadas com resina fenólica de alto desempenho e amplamente utilizadas em competições internacionais.
Mais do que uma disputa esportiva, o evento reforçou o compromisso com a inclusão, ao promover uma competição exclusiva para pessoas com deficiência física. A proposta é ampliar a visibilidade da ParaSinuca e contribuir para o fortalecimento da modalidade como prática paradesportiva no Brasil.
A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades e representantes do esporte e do poder público, entre eles Daniel Cabrera; João Manoel Scudeler, representando a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Ronilson Silva, diretor da Diretoria da Pessoa com Deficiência de Arujá; Rubens Kamoi, presidente do Nippon Country Club; Ângelo Naville, diretor de sinuca do Nippon; Nestinho, presidente da FPSB; Geiza Silva, coordenadora de esportes da SEDPcD; e Cristina Amorim, atleta de sinuca e filha do histórico jogador Rui Chapéu.
Com a realização da 1ª Copa Brasil de ParaSinuca, Arujá se consolida como palco de iniciativas pioneiras, fortalecendo o esporte adaptado e ampliando oportunidades para atletas de todo o país.




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