A Espanha registrou um aumento expressivo de mortes atribuídas ao calor neste ano, com mais de 3.830 óbitos, um crescimento de 87,6% em relação a 2024, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira (2). A maior parte das vítimas é idosa: mais de 65% têm mais de 85 anos, e aproximadamente 96% possuem mais de 65 anos.
Os dados são baseados no sistema MoMo (Monitorização da Mortalidade), que compara a mortalidade diária observada com as expectativas estatísticas de anos anteriores, usando informações de registros civis, do Instituto Nacional de Estatística e da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet). O Ministério ressaltou que os números representam estimativas e não diagnósticos clínicos individuais, podendo ser revisados.
O verão deste ano foi o mais quente da história da Espanha, com temperatura média de 24,2 °C, segundo a Aemet. Em agosto, o país enfrentou uma onda de calor recorde de 16 dias, que agravou incêndios florestais responsáveis pela morte de quatro pessoas e pela destruição de centenas de milhares de hectares.
Especialistas alertam que as mudanças climáticas intensificam e tornam mais frequentes as ondas de calor, secas e outros fenômenos extremos. Nove dos dez verões mais quentes na Espanha ocorreram no século XXI, refletindo a tendência de aquecimento global e seus impactos diretos na saúde da população.





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