No próximo sábado (4), às 14h, o Espaço Kaimbé, situado na Aldeia Filhos Desta Terra, em Guarulhos, abre suas portas para crianças neurodivergentes e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma vivência única com o projeto “Horta Sensorial – Nutrindo Vidas, Colhendo Afetos”.
A iniciativa foi idealizada para unir inclusão, respeito à diversidade, saúde comunitária e sustentabilidade, em um ambiente que valoriza os cinco sentidos – tato, olfato, paladar, audição e visão. O espaço oferece experiências práticas e afetivas por meio do cultivo de ervas medicinais, flores e frutos em canteiros suspensos, permitindo que os participantes criem vínculos, memórias e aprendizados que vão além da horta.
Com capacidade para receber até 45 pessoas, a Horta Sensorial foi pensada para atividades coletivas, em um espaço educativo e acolhedor. Ferramentas como sementes, mudas, pneus reutilizados, regadores e composteira estimulam não apenas a consciência ambiental, mas também competências, habilidades e autonomia dos participantes.
O projeto nasceu a partir do Movimento Kaimbé do Estado de São Paulo, em parceria com o Movimento de Mulheres Indígenas de Guarulhos, liderado por Day Puri, mulher indígena do povo Puri, e pelo Cacique Alex Werá Kaimbé, que já coordenam ações voltadas à educação, geração de renda e valorização cultural. Também integra a iniciativa a engenheira ambiental Janaina de Castro.
Com apoio da Prefeitura de Guarulhos, por meio das subsecretarias de Acessibilidade e Inclusão, da Igualdade Racial e de Políticas para as Mulheres, além de parceiros como UNEAfro, Instituto Peregum e Rotary Club de Diadema, o projeto ganha força institucional e amplia seu alcance, dialogando com políticas públicas de inclusão e igualdade.
Mais do que uma horta, trata-se de um verdadeiro laboratório vivo, que une saberes ancestrais e ciência em práticas de agroecologia, saúde integrativa e convivência comunitária. A proposta reflete a concepção indígena de bem viver, em que corpo, mente, espírito e natureza se encontram em equilíbrio, promovendo um futuro mais inclusivo, sustentável e solidário.
Essa ação se soma a outras iniciativas do Espaço Kaimbé, como o Cursinho Popular, saraus culturais, rodas terapêuticas para mulheres, cozinha comunitária e programas de formação indígena, reforçando o papel do espaço como polo de transformação social e cultural em Guarulhos.




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