O governo do estado de São Paulo confirmou a apreensão de mais de 7 mil garrafas de bebidas durante operações de fiscalização realizadas desde a última segunda-feira (29), na capital e no interior. As ações fazem parte da resposta emergencial ao aumento de casos de intoxicação por metanol, que já contabiliza 14 confirmações, com duas mortes registradas. Outros 148 casos estão sob investigação, incluindo sete óbitos suspeitos.
A operação, que envolveu forças estaduais de segurança e vigilância sanitária, incluiu fiscalizações em bares, adegas, festas universitárias e estabelecimentos noturnos, entre eles um bar na zona leste da capital, frequentado por uma das vítimas fatais, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos, enterrado nesta sexta-feira (4).
O governo informou ainda que, ao longo de 2025, mais de 50 mil garrafas foram recolhidas em diferentes regiões do estado. Desde o início do ano, 41 pessoas foram presas por envolvimento em esquemas de adulteração e falsificação de bebidas alcoólicas, sendo 19 delas apenas na última semana.
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave. Quando ingerido, o metanol é metabolizado em substâncias tóxicas, como o formaldeído e o ácido fórmico, que podem causar cegueira e até a morte. Entre os principais sintomas estão visão turva, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.
As autoridades de saúde reforçam que, diante de qualquer suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato e entrar em contato com os canais de emergência:
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Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001
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Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800 771 3733
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CIATox local: conforme lista disponível nas secretarias de saúde municipais.
O governo também orienta que pessoas que consumiram bebidas suspeitas ou do mesmo lote das vítimas sejam identificadas e encaminhadas rapidamente para avaliação médica. A demora no diagnóstico e no início do tratamento aumenta o risco de sequelas graves e óbito.



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