Na tarde desta quarta-feira (24), a vereadora Fernanda Curti (PT) se manifestou sobre o tumulto ocorrido na sessão da última segunda-feira (22) na Câmara Municipal de Guarulhos. O episódio envolveu agressões físicas, xingamentos e a intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM), que utilizou gás de pimenta dentro do plenário.

Fernanda relatou que foi cercada por três pessoas que, segundo ela, agiram de forma organizada e estariam ligadas a um vereador da cidade, com o objetivo de provocar violência, principalmente contra os estudantes da UNIFESP que estavam presentes para denunciar abusos e agressões sofridos anteriormente no campus. A vereadora afirmou ter alertado o presidente da Casa sobre a situação, mas nenhuma medida preventiva foi tomada.

Durante a sessão, o grupo voltou a cercá-la e, de acordo com Fernanda, houve tumulto e agressões físicas. Ela declarou ter sido efetivamente agredida, contestando falas de que teria apenas “quase sido agredida”. Fernanda também destacou que um estagiário da Assembleia Legislativa estava envolvido no episódio e criticou a falta de controle da Câmara sobre situações de violência.

A parlamentar repudiou ainda a atuação da GCM, que lançou gás de pimenta em um ambiente fechado, atingindo estudantes, servidores, vereadores e profissionais da imprensa. Segundo ela, várias pessoas passaram mal e a vereadora Janete precisou ser levada ao hospital por conta de problemas respiratórios.

Fernanda afirmou que a Câmara não está segura e que, caso nenhuma providência seja tomada, pretende acionar o Ministério Público, a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional. Para ela, o episódio se trata de violência política de gênero e perseguição. Ela reforçou que não se sente intimidada pelos ataques e que levará o caso à Justiça.