Durante a abertura da 80ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou brevemente sua interação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anunciou que pretende se reunir com ele na próxima semana.
Trump descreveu o breve encontro com Lula como uma experiência positiva, afirmando que os dois tiveram “uma química excelente” e elogiou o presidente brasileiro, chamando-o de “homem muito agradável”. Segundo o republicano, o contato durou apenas cerca de 20 a 30 segundos, mas foi suficiente para estabelecer um diálogo amistoso e sinalizar uma próxima reunião bilateral.
Em seu discurso, Trump também comentou sobre tarifas aplicadas ao Brasil e outros países, justificando-as como uma forma de proteger a soberania e a segurança dos Estados Unidos. O presidente afirmou que as medidas respondem a práticas que teriam tirado vantagem do país por décadas e criticou tarifas brasileiras que, segundo ele, teriam sido aplicadas de maneira “muito injusta” sobre produtos americanos.
O republicano destacou que, apesar das divergências comerciais, existe a possibilidade de cooperação futura. “O Brasil poderá se dar bem caso trabalhe de forma conjunta com os EUA. Sem a gente, eles vão falhar como outros falharam”, afirmou. Trump reforçou que seu governo busca defender os direitos e a liberdade dos cidadãos americanos, criticando práticas que ele classificou como censura, repressão e uso do sistema judicial como instrumento político.
O anúncio de um encontro entre os dois líderes na próxima semana indica a intenção de aprofundar o diálogo bilateral, mesmo diante das diferenças comerciais. O breve, porém cordial, contato na ONU, segundo Trump, serviu para fortalecer o canal de comunicação entre Washington e Brasília.



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