Com o propósito de valorizar a diversidade humana e estimular o respeito às diferenças, os alunos do Estágio I da Escola da Prefeitura de Guarulhos (EPG) Faustino Ramalho, localizada no Recreio São Jorge, desenvolveram um projeto especial: a produção de um jornal temático sobre inclusão e acessibilidade. A iniciativa ocorreu em sintonia com a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, destacando a importância da convivência, da empatia e da quebra de preconceitos dentro e fora do ambiente escolar.

O projeto surgiu a partir do planejamento pedagógico e contou com atividades práticas de conscientização. A professora Luana Martins, junto com a estagiária Bárbara Gomes, propôs que os próprios estudantes fossem protagonistas na elaboração do material, com destaque para os alunos autistas da turma. Antes da produção, as crianças conheceram diferentes jornais e revistas e aprenderam como transformar informações em notícias.

Durante as atividades, os estudantes participaram de experiências marcantes, como visitas ao berçário, onde conheceram a bebê Alice, com perda auditiva severa e que se comunica por sinais, e ao maternal, onde tiveram contato com Arthur, que possui paralisia cerebral. Além disso, houve um bate-papo sobre inclusão com o professor Kleyber.

Para ampliar a vivência, a turma realizou brincadeiras adaptadas, como pega-pega sentado e cabra-cega, além de atividades em Língua Brasileira de Sinais (Libras), estimulando a percepção e o reconhecimento das diferenças entre os colegas.

O envolvimento das famílias foi essencial, garantindo a autorização para que as histórias das crianças fossem registradas e compartilhadas no jornal. No encerramento, os alunos vibraram ao ver o material pronto, que foi exposto em um painel na escola e chamou a atenção da comunidade escolar, despertando ainda mais o interesse das famílias sobre o tema.

Mais do que um exercício pedagógico, o projeto consolidou valores fundamentais: respeito, empatia, acolhimento e compromisso coletivo. A experiência mostrou que a inclusão vai além do espaço escolar, sendo também uma transformação de mentalidade, capaz de abrir caminhos para uma sociedade mais justa e sensível às necessidades individuais.