Com o propósito de valorizar a diversidade cultural e incentivar o respeito aos povos originários, cerca de 1.300 alunos da Escola da Prefeitura de Guarulhos (EPG) Edson Nunes Malecka tiveram uma experiência única nos dias 18 e 20 de agosto. Durante dois dias de programação intensa no CEU Ponte Alta, eles conheceram de perto a cultura, as tradições e os desafios enfrentados pelo povo Wassu, etnia indígena presente em Guarulhos.
A abertura foi marcada por cantos, danças e palestras realizadas no teatro da unidade, trazendo reflexões sobre a resistência e a luta pela preservação dos territórios indígenas. Para o diretor da escola, Manoel Rodrigues, o encontro simbolizou a realização de um antigo desejo da comunidade escolar. “Em homenagem e respeito aos nossos povos originários, conseguimos, no Agosto Indígena deste ano, não apenas falar dos indígenas, mas falar com os indígenas. Foi um momento de diálogo e troca de saberes”, destacou.
Uma das lideranças presentes, Alan Wassu, expressou gratidão pela oportunidade de compartilhar os costumes do povo Wassu-Cocal, originário de Alagoas. Ele reforçou a importância do encontro no combate ao preconceito. “Essas crianças terão uma nova visão sobre nós, indígenas. Crescerão entendendo melhor nossa cultura e nossa luta”, afirmou.
A interação entre estudantes e indígenas foi intensa. Na roda de conversa, as crianças puderam tirar dúvidas sobre identidade, costumes e os desafios enfrentados na atualidade. Um dos momentos mais marcantes foi a fala da cacique da aldeia Wassu, que explicou às crianças que a luta de hoje não é mais entre povos, mas pela preservação de sua cultura, tradições e, principalmente, pela defesa das terras indígenas.
No espaço esportivo do CEU Ponte Alta, as atividades envolveram pintura corporal, arco e flecha, corrida com tronco, ranca mandioca e cabo de guerra, promovendo integração e aprendizado lúdico.
A ação foi viabilizada graças ao trabalho conjunto da equipe escolar e dos gestores do CEU Ponte Alta, com apoio da Secretaria de Educação, no âmbito do programa Agosto Indígena. A iniciativa atende à Lei 11.645/08, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na Educação Básica.
Com a vivência proporcionada, os estudantes ampliaram não apenas seu conhecimento, mas também a consciência sobre a importância da preservação dos povos originários, suas terras e tradições, fortalecendo valores de respeito, diversidade e cidadania.






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