Um terremoto de magnitude 8,8 sacudiu o extremo leste da Rússia na madrugada desta quarta-feira (30), desencadeando uma série de tsunamis que afetaram várias partes do Oceano Pacífico, incluindo Japão, Havaí, Califórnia e outras áreas dos Estados Unidos. O abalo foi um dos mais potentes registrados na região nas últimas décadas e colocou diversos países em estado de alerta, incluindo México, Chile, Colômbia e Equador.
O epicentro foi localizado a 119 km ao sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, cidade russa com cerca de 165 mil habitantes, na península de Kamchatka. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor foi relativamente raso, com profundidade de 19,3 quilômetros — uma característica que potencializa os impactos na superfície e a formação de ondas gigantes.
Pouco mais de uma hora após o primeiro tremor, dois novos abalos de magnitudes 6,3 e 6,9 também foram registrados na mesma região, ambos a 10 km de profundidade, aumentando a instabilidade sísmica e o temor de novos desastres.
As ondas do tsunami atingiram portos e zonas costeiras da Rússia e do Japão, além de causar inundações parciais no Havaí e em regiões como a Califórnia. Em território russo, houve danos significativos em edificações, com destaque para o colapso parcial da fachada de um jardim de infância. Um porto foi parcialmente inundado e embarcações foram arrastadas pelas águas. Apesar da intensidade do terremoto, não há registro oficial de mortes até o momento, embora várias pessoas tenham procurado atendimento médico com ferimentos leves.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o impacto destrutivo do terremoto em áreas urbanas e costeiras, evidenciando a força do fenômeno natural.
As autoridades dos países em risco mantiveram alerta máximo nas últimas horas, com evacuações preventivas em zonas litorâneas. Especialistas ressaltam que tremores rasos têm maior probabilidade de gerar tsunamis e, por isso, o alerta se estendeu rapidamente a várias partes do Pacífico.
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