A Prefeitura de Guarulhos, por meio da Subsecretaria da Igualdade Racial, promove nesta quinta-feira (24) uma roda de conversa em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. O evento será realizado das 14h às 16h, no Centro de Integração da Cidadania (CIC) Pimentas, localizado na Estrada do Capão Bonito, 53, Jardim Maria de Lourdes, com entrada gratuita e aberta ao público.
O objetivo da atividade é dar visibilidade à trajetória, resistência e contribuições das mulheres negras, promovendo a reflexão sobre as desigualdades históricas enfrentadas por elas na sociedade brasileira e em outras regiões da América Latina e do Caribe. Estão convidados a participar todos os interessados em conhecer e debater temas ligados a raça, gênero, direitos humanos e políticas públicas de igualdade racial.
Durante o encontro, serão discutidas vivências de mulheres negras de Guarulhos, além de homenagens a personalidades que marcaram a história negra no Brasil, como:
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Lélia Gonzalez, filósofa, escritora e ativista referência nos debates sobre raça, gênero e classe;
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Carolina Maria de Jesus, autora do livro “Quarto de Despejo”, em que narra sua realidade como mulher, negra e catadora de papel nas favelas de São Paulo;
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Mãe Menininha do Gantois, ialorixá baiana símbolo da força das religiões de matriz africana e da resistência do povo negro.
A roda de conversa contará com a presença do subsecretário Jorge Caniba Batista dos Santos e da equipe técnica da Subsecretaria da Igualdade Racial, composta por assistentes sociais, psicólogas e especialistas em políticas de equidade racial, que mediarão os debates e trocarão experiências com o público.
A data foi instituída em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. No Brasil, o 25 de julho também celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014, em homenagem à líder quilombola do século 18 que resistiu à escravidão e organizou uma comunidade autônoma de negros, indígenas e mestiços na região Centro-Oeste do país.
Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, 54% da população brasileira se declara negra, o que reforça a importância de iniciativas que reconheçam a contribuição histórica e cultural das mulheres negras. Em Guarulhos, 50,3% da população — cerca de 650 mil habitantes — se identifica como preta ou parda, o que demonstra o potencial e a necessidade de fortalecer políticas de equidade racial no município.
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