A Prefeitura de Guarulhos vem promovendo uma série de iniciativas em defesa da igualdade racial ao longo de 2025. Neste 3 de julho, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial — data instituída pela Lei Afonso Arinos, de 1951 —, as ações ganham ainda mais destaque, reforçando o compromisso do município com o respeito à diversidade, a equidade e os direitos humanos.

Entre as ações de maior impacto está o lançamento da cartilha Por Uma Prática Antirracista no Serviço Público, que fornece diretrizes para tornar o atendimento institucional mais inclusivo e respeitoso. Voltado a servidores públicos, o material orienta sobre práticas equitativas e destaca os avanços legislativos para a proteção de negros, indígenas, ciganos e demais grupos historicamente marginalizados. A cartilha está disponível online e busca fomentar o combate ao racismo institucional por meio da formação e da conscientização.

Outro marco importante foi a realização da 4ª Conferência Regional da Igualdade Racial, em junho, reunindo diversos municípios do Alto Tietê no Adamastor. O evento promoveu reflexões profundas sobre o apagamento histórico da população negra e as políticas públicas necessárias para mudar essa realidade. “Devemos tratar não apenas de cultura, mas também de educação, saúde, empregabilidade e habitação”, afirmou o subsecretário da Igualdade Racial, Jorge Caniba.

Ainda neste ano, a cidade inaugurou o Espaço de Cultivo e Saberes Ancestrais, na Casa Municipal de Agricultura Urbana e Familiar, no Jardim Cumbica. O local é dedicado à valorização de culturas indígenas e afrodescendentes por meio da troca de saberes e do uso terapêutico de plantas medicinais.

Em abril, a feira Empreenda Afro reuniu mais de 40 expositores e 150 visitantes, criando um ambiente de valorização do afroempreendedorismo local. O evento contou com apoio do Sebrae-SP e do Banco do Povo, que ofereceram orientações sobre gestão e crédito.

Guarulhos também disponibiliza o canal SOS Racismo, que recebe denúncias de discriminação pelo telefone (11) 2402-1000 ou pelo e-mail [email protected]. O serviço é sigiloso e atua na apuração de casos envolvendo indígenas e afrodescendentes. O Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, também pode ser acionado.