Nesta sexta-feira (4), a Casa da Mulher de Itaquaquecetuba celebra seu primeiro ano de funcionamento com resultados significativos no acolhimento, fortalecimento emocional e capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas que enfrentam a violência doméstica. Desde sua inauguração, o espaço já realizou 1.371 atendimentos, consolidando-se como referência em cuidado, acolhimento e promoção da autonomia feminina.

Com uma proposta que vai além da escuta qualificada, a unidade oferece cursos profissionalizantes, oficinas, rodas de conversa e atendimentos especializados. Ao longo de 12 meses, 110 mulheres se formaram com certificação em cursos diversos. Outras 178 já concluíram suas formações em 2025 e aguardam certificação. Atualmente, 130 alunas estão em cursos nas áreas de moda, alongamento de unhas, funcional e pilates, com foco em empreendedorismo e bem-estar.

“Esse espaço é um refúgio de esperança. Cada atendimento gera a possibilidade de um novo começo, força e autonomia”, afirmou Mila Boigues, primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade. A secretária da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania, Hadla Issa, também celebrou a data. “A Casa da Mulher representa um passo importante na reconstrução da autoestima e no fortalecimento da autonomia das mulheres. Estamos felizes por termos conseguido inaugurar esse equipamento e há um ano estarmos transformando vidas”, disse.

A Casa ainda promoveu formações nas áreas de confeitaria, estética, massagem, compostagem, gestão de negócios, gastronomia, entre outras. As oficinas buscam incentivar o empreendedorismo e a geração de renda para que as participantes alcancem independência financeira.

A estrutura também conta com a Sala SABEM, espaço de atendimento individualizado nas áreas psicológica, social, de enfermagem e psiquiátrica, que já acolheu 598 mulheres. Em paralelo, as ações coletivas reuniram 485 participantes em atividades como palestras, cine debates, encontros e rodas de conversa com temas ligados à saúde, autoestima, diversidade e direitos humanos. Destaque para a Pré-Conferência dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e a ação sobre a Síndrome de Down, que reforçam o compromisso com a inclusão.

Para o prefeito Eduardo Boigues, o equipamento é um marco social. “Estamos cuidando das pessoas e investindo na proteção e no empoderamento das mulheres. A Casa da Mulher é mais que um local de acolhimento, é uma ponte para novas oportunidades e recomeços”, destacou.