A Prefeitura de Arujá realizou, na manhã desta segunda-feira (14), a segunda edição da Oficina de Letramento Racial para Servidores Municipais, desta vez voltada exclusivamente aos profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social. A atividade aconteceu na Câmara Municipal e reuniu cerca de 80 servidores de diferentes serviços e programas da pasta, com o objetivo de fortalecer as práticas antirracistas no atendimento à população.
Organizada pela Diretoria de Igualdade Racial, em parceria com a Secretaria de Assistência Social, a oficina é parte de uma estratégia permanente da atual gestão para promover equidade racial e qualificar os atendimentos nas Políticas Públicas de proteção social. Participaram da formação trabalhadores dos três CRAS, dos Centros de Convivência da Criança e do Adolescente (CCCA), do Centro de Convivência do Idoso (CCI), do Centro Dia do Idoso (CDI), do Centro POP, do Serviço de Acolhimento Institucional (SAICA), do CREAS, do Cadastro Único, da Vigilância Socioassistencial e dos programas Criança Feliz e Frente de Trabalho.
A formação foi conduzida por Sirlene Bassi, Anelise Santiago e Cleber Pereira, educadores com ampla atuação em práticas pedagógicas antirracistas, em parceria com a Secretaria de Educação. O conteúdo abordou temas como racismo estrutural, desigualdades históricas, o papel das instituições públicas na promoção da equidade racial e práticas cotidianas de acolhimento respeitoso e inclusivo.
Segundo dados do Cadastro Único, 42,05% dos inscritos em Arujá se autodeclaram pretos ou pardos, o que representa mais de 15 mil pessoas. Desse total, cerca de 6.800 são mulheres negras responsáveis por suas famílias. No Bolsa Família, os dados de março indicam que 43,3% dos beneficiários se autodeclaram negros, sendo 602 mães negras solo responsáveis pelas famílias atendidas.
A diretora de Igualdade Racial, Lucia Ribeiro, e a secretária-adjunta de Assistência Social, Adriana Ferreira, acompanharam a atividade. Ambas reforçaram a importância do letramento racial para garantir um atendimento mais justo e sensível às especificidades da população negra e periférica.
A oficina integrou dinâmicas de grupo e reflexões sobre o enfrentamento ao racismo institucional e a responsabilidade dos servidores como agentes de transformação social. A proposta é dar continuidade a esse processo formativo, envolvendo diferentes secretarias ao longo do segundo semestre e consolidando a cultura institucional antirracista na gestão pública de Arujá.
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