O município de São Bernardo do Campo tem se destacado no combate à dengue, sendo reconhecido com o melhor indicador da região do Grande ABC no que diz respeito às visitas domiciliares realizadas pelas equipes de controle de endemias. Os dados são do Sisaweb (Sistema de Vigilância e Controle do Aedes), plataforma mantida pelo Governo do Estado de São Paulo e utilizada para o acompanhamento da situação epidemiológica dos municípios.
Somente no mês de maio, mais de 6 mil imóveis foram vistoriados pelas equipes de combate à dengue da cidade. A ação faz parte da chamada Atividade ADL (Avaliação de Densidade Larvária), preconizada pelo Ministério da Saúde, que utiliza esse indicador para acompanhar os níveis de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Segundo o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Bernardo, Ronaldo Novaes de Souza, o município adota múltiplas estratégias integradas de combate às arboviroses. “Temos diversas estratégias de atuação e, combinadas, elas se traduzem em números que colocam São Bernardo à frente de outros municípios da região”, explicou.
Além do número expressivo de visitas, outro indicador que evidencia a efetividade da atuação do município é o Índice de Infestação Predial (IIP), que mede a porcentagem de imóveis com presença de larvas do Aedes. São Bernardo apresenta um índice de apenas 0,02, enquanto outros municípios da região apresentam números consideravelmente mais altos — como Diadema, que registra IIP acima de 1,00.
“O fato de termos um índice tão baixo é excelente. Isso mostra que nosso trabalho está surtindo efeito e que estamos eliminando os focos do mosquito com eficiência”, detalhou Ronaldo.
A eficácia das ações da cidade não se traduz apenas nos indicadores técnicos, mas também no impacto direto à saúde da população. De acordo com o coordenador, entre janeiro e abril deste ano, o número de casos confirmados de dengue foi 80% menor do que o registrado no mesmo período de 2024. “É esse o resultado prático dos nossos bons indicadores”, concluiu.




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