Após um dia de intensos debates com participação expressiva da sociedade civil, São Bernardo definiu as 25 propostas que serão levadas para a etapa estadual da 6ª Conferência Nacional das Cidades. O evento municipal, realizado no último dia 15 de junho na Câmara Municipal, reuniu cerca de 500 participantes, entre representantes do poder público, movimentos sociais, entidades de classe e organizações não governamentais.

Coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, a 5ª Conferência Municipal da Cidade marcou a retomada desse importante espaço de diálogo — que não ocorria desde 2016 — com o objetivo de construir de forma coletiva políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável. Agora, os 60 delegados eleitos defenderão as propostas nos dias 27 e 28 de junho, durante a conferência estadual no Memorial da América Latina, em São Paulo.

As propostas foram formuladas a partir de cinco eixos temáticos: Urbanismo e Habitação; Infraestrutura e Mobilidade; Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; Cidades Inteligentes; e Governança e Participação Social. Entre os temas discutidos estão acessibilidade em moradias populares, regularização fundiária, mobilidade urbana, sustentabilidade, digitalização de serviços públicos e fortalecimento dos conselhos e orçamentos participativos.

O diretor do Departamento de Gestão Ambiental e coordenador da comissão organizadora, Matheus Graciosi Pinto, destacou a qualidade e profundidade dos debates. “Foi um momento gratificante em que a sociedade civil e o poder público construíram propostas inovadoras e coerentes com a realidade da cidade”, afirmou.

A secretária de Meio Ambiente, Ruth Cristina Ramos, reforçou o caráter democrático do processo. “As ideias que surgiram revelam o potencial de inovação social da nossa população. O poder público precisa ouvir e traduzir essas vivências em políticas públicas.”

A composição dos delegados que representarão São Bernardo contempla ampla diversidade: 25 do poder público, 22 de movimentos sociais, 6 de entidades de trabalhadores, 4 de entidades profissionais e 3 de ONGs.

A expectativa é que as propostas da cidade sejam não apenas debatidas, mas também acolhidas em âmbito estadual e nacional, reforçando o protagonismo de São Bernardo na construção de um futuro urbano mais justo, inclusivo e sustentável.