O samba brasileiro perdeu neste sábado (14) um de seus maiores representantes: o sambista Ubirajara Félix do Nascimento, conhecido nacionalmente como Bira Presidente, faleceu aos 88 anos no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Unimed Ferj, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, e morreu em decorrência de complicações causadas por um câncer de próstata, agravado pelo avanço do Alzheimer.
A confirmação da morte foi feita por meio de uma nota publicada nas redes sociais oficiais do artista. Ícone da música popular brasileira e da cultura do samba, Bira deixa duas filhas — Karla Marcelly e Christian Kelly —, os netos Yan e Brian, e a bisneta Lua.
Bira Presidente foi um dos fundadores do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, reduto histórico da cultura negra e do samba de raiz. Sua atuação no Cacique foi fundamental para transformar o espaço em um verdadeiro centro cultural do samba carioca. De lá, surgiram inovações que mudaram o rumo do gênero musical nas últimas décadas.
Sua maior contribuição veio com a criação do grupo Fundo de Quintal, considerado uma das formações mais influentes da história do samba. Com seu jeito único de tocar o pandeiro e com sua presença de palco cativante, Bira ajudou a consolidar a identidade do grupo, que revelou ao Brasil nomes como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Sombrinha e Almir Guineto.
O Cacique de Ramos, em nota, lamentou a perda: “Sua atuação no Cacique de Ramos moldou o bloco e o samba. O Doce Refúgio se tornou um espaço de referência cultural. No Fundo de Quintal, foi o ponto de partida de uma linguagem que redefiniu a roda de samba e inspirou gerações.”
O velório será realizado nesta segunda-feira (16), das 14h às 16h30, na Capela 9 do Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, no Rio de Janeiro. O endereço é Avenida Carlos Pontes, 500 – Sulacap.
O legado de Bira Presidente permanece vivo em cada roda de samba, em cada batida do pandeiro e no coração dos amantes da música popular brasileira.



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