Imagens divulgadas pela BBC Indonésia nesta terça-feira (24) revelam a dimensão da ribanceira onde a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, caiu e morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, uma das montanhas mais altas e desafiadoras da Indonésia.


Juliana desapareceu no último sábado (21), após cair de um penhasco de mais de 500 metros de altura, em uma área remota conhecida como Cemara Nunggal, de difícil acesso e com terreno extremamente íngreme. Segundo as autoridades locais, o corpo foi encontrado em um ponto crítico da encosta, o que tornou o resgate altamente complexo.


“Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, comunicou a família nas redes sociais.


A operação de resgate mobilizou 48 militares e durou vários dias, enfrentando severas dificuldades por conta das condições climáticas e do relevo acidentado. De acordo com os socorristas, o trajeto exigiu descida vertical com equipamentos especializados, reforço logístico e planejamento para uma ação que poderia se estender por ao menos dois dias.


O Monte Rinjani, localizado na ilha de Lombok, é conhecido pela beleza natural, mas também pelos riscos em determinadas trilhas — especialmente em épocas de instabilidade climática. A área onde Juliana caiu é considerada uma das mais perigosas do percurso, com registros anteriores de acidentes graves.


Juliana Marins era natural do Brasil e estava em viagem pela Indonésia. Ela fazia a trilha acompanhada, mas se distanciou do grupo em determinado momento. As investigações ainda buscam esclarecer os detalhes da queda.


O caso gerou comoção nas redes sociais e entre brasileiros que vivem ou visitam a região. O Itamaraty acompanha a situação e presta apoio à família.