A EPG Edson Nunes Malecka, localizada no Jardim Ponte Alta, foi palco nesta sexta-feira (6) de um importante encontro formativo voltado à discussão sobre os desafios e caminhos para a inclusão de estudantes migrantes, refugiados e apátridas na rede pública de ensino. A atividade foi realizada durante a hora-atividade com professores e gestores da unidade e integra um esforço da Secretaria de Educação de Guarulhos para fomentar a construção de ambientes escolares mais inclusivos, acolhedores e preparados para lidar com a diversidade cultural e social desses educandos.

O encontro abordou aspectos gerais sobre os fluxos migratórios contemporâneos, os direitos dos migrantes, bem como estratégias práticas que podem ser adotadas pelas escolas para promover a integração dos estudantes e suas famílias. A formação é resultado de um projeto de intercâmbio entre escolas que trabalham os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU. Neste ano, a EPG Edson Nunes Malecka amplia sua atuação com foco na Educação Antirracista, desenvolvida desde 2021, incorporando também os temas de Migração e Refúgio.

Durante a atividade, o padre Marcelo Maróstica, vice-diretor da Cáritas Diocesana de São Paulo e convidado para a formação, destacou a importância da escola como espaço de acolhimento. “Falar em migração é também falar de recomeços. Muitos migrantes deixaram tudo para trás e enfrentam desafios diários. Nesse contexto, a escola deve ser um espaço de escuta, empatia e orientação sobre direitos e serviços. Fortalecer essas famílias é também fortalecer suas culturas”, afirmou.

O palestrante ainda sugeriu estratégias que podem ser aplicadas no cotidiano escolar, como rodas de conversa com as famílias, aproximação com as histórias de vida dos estudantes, além do combate sistemático ao racismo e à xenofobia.

O encontro foi promovido pela Divisão Técnica de Políticas para Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação, em parceria com a Rede de Migração de Guarulhos, composta por órgãos públicos, organizações da sociedade civil e representantes das comunidades migrantes. A Rede atua em diversas frentes, promovendo o mapeamento de migrantes, a articulação de ações práticas e a partilha de conhecimentos relacionados a temas como documentação, saúde, educação, gastronomia, cultura, e outros aspectos fundamentais para a vida e integração social dessas populações.