Fernando Henrique Guerrero, que se apresentava como clínico geral em Sorocaba (SP), virou réu pela morte de uma paciente em 2011 e agora é acusado de forjar a própria morte para escapar do julgamento. Mais de 20 famílias relataram ter sido atendidas por ele, que nunca concluiu o curso de medicina.
A fraude foi desmascarada quando o suposto morto atualizou seus dados em um cartório de Guarulhos, onde foi fotografado. O Fantástico revelou que Fernando usava um atestado de óbito com a assinatura falsificada da médica Cláudia Obara, que negou ter assinado o documento. Obara é próxima da família de Fernando e chegou a ser madrinha de casamento dele.
A Polícia Civil e o Ministério Público suspeitam que ele tenha contado com a ajuda de pessoas ligadas ao setor hospitalar e até mesmo policiais de Guarulhos para se manter foragido, apesar de frequentar o setor administrativo de um hospital normalmente.
O caso envolve uma trama de mentiras, falsas identidades, documentos adulterados, e um possível corpo enterrado em nome do falso médico — que até agora não foi identificado.
Fernando, agora usando o nome Fernando Henrique Dardis, divulgou um vídeo em que admite estar vivo, diz ter agido sozinho e afirma ser injusta a acusação de homicídio.
A Prefeitura de Guarulhos abriu sindicância para apurar a troca de nomes no cemitério municipal. Já a Secretaria de Segurança de São Paulo afirma que a operação para prender Fernando continua em andamento.
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