A pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL) incluiu o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) em uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República de 2026. O levantamento, conduzido pelo instituto Paraná Pesquisas, será divulgado nesta terça-feira (24) e marca a estreia do parlamentar potiguar em um cenário nacional com viés presidencialista.
A inclusão de Marinho na sondagem, realizada entre os dias 18 e 22 de junho, partiu de uma orientação direta de Bolsonaro, que, embora impedido de concorrer devido a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), continua ditando os rumos estratégicos da direita e do PL. A informação foi revelada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
Rogério Marinho tem trajetória consolidada na política, especialmente em pautas econômicas e conservadoras. Foi ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Bolsonaro e atualmente ocupa o posto de líder da oposição no Senado. Com trânsito influente entre o setor empresarial e o Congresso, o senador é visto como um nome técnico e moderado, mas até então não havia sido cogitado publicamente como pré-candidato ao Planalto.
A movimentação ocorre em meio a incertezas sobre o futuro eleitoral da direita. Com Bolsonaro fora da disputa, o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desponta como favorito natural à sucessão no campo conservador. No entanto, o ex-presidente tem incentivado a testagem de alternativas, ampliando o leque de opções e reforçando sua posição como figura central na definição do próximo representante do bolsonarismo.
A aposta em Marinho também revela uma tentativa de fortalecer internamente o PL e avaliar a viabilidade de nomes com menor exposição midiática, mas com perfil técnico e político que possam agregar apoios no centro e na direita.
Com a divulgação oficial dos números prevista para esta terça, a entrada de Rogério Marinho na disputa esquenta ainda mais os bastidores da corrida presidencial de 2026, antecipando o embate interno no campo da direita sobre quem herdará o capital político deixado por Bolsonaro.
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