Justiça nega recurso e mantém 38 anos de prisão para homem que matou namorada grávida asfixiada após tentar convencê-la a praticar aborto

A Justiça de SP manteve a condenação de 38 anos e 5 meses de prisão, em regime inicial fechado, para Carlos Pinho do Santos, preso por matar a namorada Marcela Aranda, em Guarulhos. O pedido para redução de pena foi negado no dia 23 de novembro deste ano e divulgado neste sábado (10) pelo Tribunal de Justiça (TJ).


O crime foi registrado no dia 8 de fevereiro de 2020 no bairro Paravent. De acordo com os autos do processo, Carlos asfixiou Marcela, que estava grávida, após tentar convencê-la a praticar aborto por uso de medicamentos.


No mesmo dia, ele abandonou o corpo da vítima às margens do Rio Sapucaí, perto do bairro Paraíso dos Pescadores, em São Sebastião da Bela Vista, Minas Gerais. O local fica a 200 quilômetros de Guarulhos.


Ainda em fevereiro daquele ano, ele se entregou à polícia, confessou o crime e informou aos policiais o local onde havia deixado o corpo.


De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), Carlos foi condenado em 5 de maio de 2022 pelo Tribunal do Júri de Guarulhos pelos crimes de feminicídio e ocultação do cadáver.


A defesa dele, então, apelou para "requerer a redução da pena base, o reconhecimento atenuante de confissão e a fixação de regime menos gravoso".


Crime foi registrado no dia 8 de fevereiro de 2020, em Guarulhos. Carlos Pinho dos Santos foi condenado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio e ocultação do cadáver em maio deste ano; recurso foi julgado no fim de novembro.