Segundo a Polícia Civil, UPBus era usada para lavagem de dinheiro do crime organizado. Empresa atende 13 linhas na Zona Leste da capital.


A Justiça de São Paulo decidiu pelo bloqueio de imóveis e veículos dos sócios e pessoas ligadas à empresa de ônibus UPBus, responsável por 13 linhas na Zona Leste da capital paulista. Ao todos, o valor dos bens chega a R$ 45 milhões.

Nesta semana, a UPBus foi alvo de uma operação da Polícia Civil, que aponta a empresa como empreendimento para lavagem de dinheiro pelo crise organizado.


Com o bloqueio, a Justiça proíbe a negociação dos imóveis e veículos dos sócios e de pessoas ligadas à UPBus. A polícia não pediu apreensão dos ônibus ou de contas bancárias da empresa para que "os passageiros não fossem prejudicados com a interrupção do serviço".


A Justiça negou pedidos de prisão para 15 pessoas, solicitados pela Polícia Civil.

Esta decisão é desdobramento da operação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo no início do mês. Segundo os investigadores, a UPBus tinha entre os seus sócios cinco chefes de uma facção criminosa e parentes deles.


Duas dessas pessoas teriam ganhado na loteria 65 vezes e, segundo a polícia, uma delas, José Muniz Leite, dividiu um dos prêmios, de R$ 16 milhões, com Anselmo Santa Fausta – assassinado no ano passado.


Ônibus apreendidos


Outra empresa que presta serviços à Prefeitura, a Transunião, também está na mira da corporação, que já apreendeu 13 ônibus na semana passada. Ao todo, ela opera 50 linhas na Zona Leste de São Paulo e a suspeita é de integrar um esquema de lavagem de dinheiro, também para o crime organizado.


Além da lavagem, a empresa é citada em um inquérito responsável por apurar o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor financeiro da Transunião.


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na tarde desta quinta-feira (16) que a Prefeitura acompanha as investigações.


"Nossa controladoria já abriu dois procedimentos de investigação para duas empresas, a Transunião e a UPBus. Nós estamos trocando informações com a Polícia Civil, portanto, está em investigação", afirmou o prefeito.