Desde setembro de 2021, vigorava a bandeira tarifária da escassez hídrica, a mais cara do sistema. Agora, passa a valer bandeira verde, mais barata.



A tarifa incide nas contas de luz desde setembro de 2021 e foi criada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) na tentativa de cobrir custos adicionais gerados pela falta de chuvas na ocasião, que reduziu o nível dos reservatórios.


O governo prevê uma redução de 20% na conta de luz do consumidor residencial, porém especialistas consultados pelo g1 afirmam que as principais distribuidoras devem passar por reajustes tarifários nos próximos meses e que, dessa forma, o benefício obtido com a mudança da bandeira tarifária deve ser diluído ao longo do ano.

A consultoria PSR, por exemplo, estimou, no início do abril, um reajuste tarifário de 15% e prevê uma queda na conta de luz de 6,5%.

Já um exercício realizado pela TR Soluções mostra que, com a mudança da bandeira, a conta deve ter uma redução média imediata de 12,5% – mas, até o final do ano, vai ficar 6,09% mais cara.


As projeções para o impacto na conta de energia destoam porque o cenário para a bandeira tarifária varia entre as empresas. A PSR prevê bandeira verde até o fim do ano; a TR Soluções avalia que a bandeira amarela deve vigorar por alguns meses no segundo semestre.